Esta exposição celebra o espírito revolucionário do 25 de Abril de 1974, um marco de 50 anos de um ato que simboliza a luta pela liberdade, pela democracia e pela emancipação dos territórios anteriormente sob domínio colonial, que resulta na afirmação de novos Estados, todos eles soberanos.
As obras apresentadas, influenciadas por uma era de transformação e renovação, distribuem-se em três núcleos omnipresentes — Conexões Ancestrais, Identidades Partilhadas e Liberdade e Transformação — refletindo sobre as complexidades de união, semelhança e tolerância, misturadas no espaço e dialogando entre os temas.
A mostra é um tributo à resiliência e à criatividade dos países de língua portuguesa, destacando a diversidade cultural e a capacidade única de se reinventarem e conectarem através da arte, da história e da língua.
Sem título
A instalação surge da peça autoral Xtód. Em língua cabo-verdiana, na variante da ilha de São Vicente, xtód traz um sentido poético de ser e estar na vida insular, remetendo para uma postura de pausa para reinvenção da relação do corpo e da mente com o tempo. É esta relação que se propõe experimentar através deste fuso-pião suspenso. A tradução literal de xtód como ‘esteja’ revela-se, portanto, redutora para a cosmovisão da ilha.