Esta ação desenhada pela ni teve como objetivo dar início a uma rede no sector das artes têxteis em São Vicente com centro no cultivo de algodão agroecológico, no Centro Agroecológico do Madeiral (CAM). Estruturou-se em 3 eixos: o agroecológico, o educativo e o de arte & design.
No Centro Agroecológico do Madeiral expandimos de 300 m² para 800 m² de cultivo agroecológico de algodão e outras espécies, alcançando a escala ajustada aos recursos humanos, hídricos e de solo disponíveis, e consolidando qualidades, quantidades e rendimento.
Ao nível educativo, a oficina Ciclo do Algodão - dirigida a artesãs, artesãos, agricultoras e designers emergentes - decorreu no Liceu Velho no primeiro semestre de 2021, ao longo de 18 dias (9 dias para transformação da fibra e 9 dias para introdução à tecelagem). A ação permitiu capacitar o grupo em competências e tecnologias artesanais de transformação da fibra através da vivência prática de um conjunto de gestos essenciais à transformação do algodão, como cardar, fiar e tecer esta fibra, e da introdução de algumas técnicas e ferramentas para a sua mecanização. Dessa jornada nasceu a peça coletiva Mon na Cotton, uma tapeçaria exibida na apresentação final.
Com o intuito de criar novos caminhos para o desenvolvimento de produtos de design com algodão local, foi promovida a residência artística Rbera.
A residência Rbera ocupou o mês de agosto e, durante 14 dias, a Montanha testemunhou uma troca de saberes, experiências, tentativa e erro, no Centro Agroecológico do Madeiral (CAM). Vimos nascer peças prontas para integrar o mercado, como os queijos temperados Neve Insular com produção local, a partir da UTAGA, e as peças cerâmicas para food design, denominadas Rbera, que surgiram do diálogo entre diferentes pessoas participantes, os seus saberes e as suas matérias-primas.
Foram realizadas sessões públicas com escolas e com o público em geral no Centro Agroecológico do Madeiral, na Zero Point Art Gallery e no Centro Cultural do Mindelo.
Entre vários resultados de Fiando o algodão das novas gerações, destacamos as relações com todas as pessoas que participaram nas várias atividades, a proximidade com instituições educativas que enriqueceram as dinâmicas com os seus alunos e alunas, e o fortalecimento do contacto e dos valores agroecológicos da Associação Agropecuária do Calhau e Madeiral.